Crónicas de zaratrusta, O pinguim perneta e zarolho

Friday, May 28, 2004

Viagens na minha terra, revisited.

Peço desculpas aos meus inúmeros leitores (sim, porque sou eu que ainda põe a perna direita ao filho da puta do Pinguim, com as minhas crónicas), mas hoje estou sem tempo para (pro)criar. Mas aqui fica um clássico do "em busca de", para aqueles que gostam de ver canais como a Sic Gold. Tarados do caralho, é o que é!



VIAGENS NA MINHA TERRA

Esse grande escritor lusitano de seu nome Almeida Garrett (com pronúncia dos "tt", como ele gostava) escreveu uma vez um calhamaço de leitura obrigatória chamado "Viagens na Minha Terra". Ora, o senhor, para os energúmenos que o desconhecem, explica em centenas de páginas a dificuldade que era, apenas há uns anos, ir de Lisboa a Santarém. O resto da história é uma foda encoberta - a censura da altura o impunha.



O que hoje aqui me traz está relacionado com uma viagem semelhante que em tempos fiz a Santarém e que tem duas grandes vantagens para o leitor: primeira, resume-se em poucos parágrafos. Segunda, a foda concretiza-se.



Reza assim o baú do tempo: dia quente de Julho, entro numa tasca com um amigo da terra para tragar uma malga de vinho carrascão da zona. Daquele que sai gelado da pipa. O meu amigo confessa-me que anda preocupado com a mulher, que ultimamente se recusa a levar com o tarolo, invocando desculpas habituais: dores de cabeça, dor de cona, dor de cu, etc. Essas merdas que muitos de nós estão habituados a ouvir. (Nota mental: os que nunca ouviram isto, das duas uma: ou são surdos, ou não fodem com regularidade). Claro que, o meu amigo já tinha recorrido às habituais soluções. Se a mulher lhe dizia que lhe doía a cabeça, ele fodia-a. Se ela lhe dissesse que lhe doía a cona, ele punha-lhe o caralho na boca... E assim sucessivamente. Até que a mulher lhe começou a doer tudo ao mesmo tempo! O homem estava desesperado. Dei-lhe um conselho de bom amigo e disse-lhe que a devia deixar, porque provavelmente lhe estavam a pôr um par de cornos e não voltei a vê-lo durante algum tempo.



Noutro dia encontrei-o. Perguntei-lhe pela situação marital. Ele, estava enrolado com uma brasileira. Cu, cona e mamadas à descrição. A mulher, essa, tinha morrido com um cancro no útero. Há conselhos de merda, foda-se...

1 Comments:

  • Um conselho de amigo é por vezes tão útil quanto uma chave de fendas. Dá jeito ter à mão. Mas a maior parte das vezes não interessa a ninguém.
    Um conselho de administração! Isso sim, é uma coisa bonita. Dá vontade de um burro chorar, ver um conselho de administração.
    É bonito, higiénico e prático ter uma chave de fendas na cabeça do presidente do conselho de administração.

    By Anonymous Anonymous, At 4:49 PM  

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