Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen
A Sofia era já uma velha cheia de crosta e pus quando bateu a pataleta. Senão, reparem que a dita ainda escrevia o próprio nome com “ph”, tipo pharmácia do século XIX, estão a ver?
Bom, a dita da senhora, uma das últimas personalidades nacionais que ainda pensavam mais do que fodiam, escreveu em tempos um poema a que deu o nome de Naquele Tempo. Aqui, o vosso amigo Zé, em sentida homenagem (antes ela do que eu), transcreve o dito e uma “piquena” sugestão de modernidade, de minha autoria. Cá vai cavadela:
Naquele Tempo
Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas
Abril de 98
Naquele Tempo Fodia-se pouco
Sob o caralhão de glande lilaz
Os tomates e eu
Tontos de cheiro a cona
Lá no alto as bocas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de piça em piça
E cá em baixo eu
Sentado no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
picha e tomates
Tão ávido como as abelhas*
Junho de 04
* N.T. mantive as abelhas no final, por respeito à autora.
Bom, a dita da senhora, uma das últimas personalidades nacionais que ainda pensavam mais do que fodiam, escreveu em tempos um poema a que deu o nome de Naquele Tempo. Aqui, o vosso amigo Zé, em sentida homenagem (antes ela do que eu), transcreve o dito e uma “piquena” sugestão de modernidade, de minha autoria. Cá vai cavadela:
Naquele Tempo
Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas
Abril de 98
Naquele Tempo Fodia-se pouco
Sob o caralhão de glande lilaz
Os tomates e eu
Tontos de cheiro a cona
Lá no alto as bocas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de piça em piça
E cá em baixo eu
Sentado no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
picha e tomates
Tão ávido como as abelhas*
Junho de 04
* N.T. mantive as abelhas no final, por respeito à autora.

1 Comments:
Besta atroz!!!
Nem as defuntas tu respeitas!...
Continua assim, meu poço de perversidades, que o pessoal gosta!
Cheers, mate!
By
Anonymous, At
2:20 PM
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