Oh Zé, dedico-te este poema...
Apesar de existirem algumas divergências entre nós, acho que vale sempre a pena tentar remediar as coisas e, respeitar cada um à sua maneira. E como alguém me disse que o "meu" amigo Zé gosta de poesia, deixo aqui este "piqueno" poema escrito por mim e, dedicado a essa tão ilustre personalidade, o Zé.
Cavalo
Corjas de rosmaninhos queimados
Seduzem a criança de cabelo escarlate
Beijando levemente a pele nebulosa, virgem
Vento bruto, quente e sedento amante
Cai por terra, lânguida… a criança.
Sopros trementes, desassossegos quietos
Pernas robustas, pés juntos em cruz, sozinhos.
Um cavalo ao longe, de batalhas nascido
Crina reluzente, manchada de sangue
Corre, salta, trota em suspensas planícies
Um casco sobre o cabelo escarlate
Um bafejo inseguro e cansado…
O ouvido da criança, molhado em alento
Uma pinga de sangue, da crina… cai.
Um beijo de morte na face… cai.
Um traço quente, vermelho que desce
Toca no lábio, cores misturadas, aromas
A mão sobe, inerte movimento
A crina manchada, suave textura…
Coração pequeno, como amêndoa dourada
Bate fraco, sobre a terra plana e suja
Uma última pulsação, da criança
O toque na crina…
Branca, contadora de vitórias
Em sangue, testemunho de fins suplicantes.
A criança esquecida, de cabelo escarlate…
Cavalo
Corjas de rosmaninhos queimados
Seduzem a criança de cabelo escarlate
Beijando levemente a pele nebulosa, virgem
Vento bruto, quente e sedento amante
Cai por terra, lânguida… a criança.
Sopros trementes, desassossegos quietos
Pernas robustas, pés juntos em cruz, sozinhos.
Um cavalo ao longe, de batalhas nascido
Crina reluzente, manchada de sangue
Corre, salta, trota em suspensas planícies
Um casco sobre o cabelo escarlate
Um bafejo inseguro e cansado…
O ouvido da criança, molhado em alento
Uma pinga de sangue, da crina… cai.
Um beijo de morte na face… cai.
Um traço quente, vermelho que desce
Toca no lábio, cores misturadas, aromas
A mão sobe, inerte movimento
A crina manchada, suave textura…
Coração pequeno, como amêndoa dourada
Bate fraco, sobre a terra plana e suja
Uma última pulsação, da criança
O toque na crina…
Branca, contadora de vitórias
Em sangue, testemunho de fins suplicantes.
A criança esquecida, de cabelo escarlate…

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