Parker Pines Investiga revisited
Mais uma vez recorro ao baú das crónicas, porque a falta de tempo não me permite estar a gastar "my little grey cells", como diria a fufa da Agatha Christie pelo seu apanascado Hercule Poirot. Aqui fica uma das mais famosas crónicas do "em busca de", também sobre uma outra personagem Christiana... ou será Agathiana? Enfim... Fodam muito no fim-de-semana, que bem merecem!
Wednesday, September 17, 2003
PARKER PINES INVESTIGA
Noutro dia fui de visita à parte saloia da família, cambada de energúmenos, palavra que me é querida, como o mais atento leitor já deve ter reparado. Querida também me é (como diria aquele bicho feio e verde, com nome de iogurte, que entra no Star Wars) uma prima que partilha com os pais um casebre lá para os lados de Loures, arredores de Lisboa.
A miúda, com tenros 16 aninhos, já teria começado a descobrir as virtudes do alargamento do orifício conal à conta das cabeçadas de um tarolo inibido do namorado imberbe e acneito. Sei-o, porque a mãe dela me confessou preocupada que surpreendeu a filha de gatas, nua em cima da cama, ainda a pingar meita do grelo. Desconfiou que o cabrão do namorado se tinha precipitado para a casa de banho, ao ouvir passos nas escadas, mas não quis perguntar nada ao seu querido rebento, agora já tão rebentada.
Era de investigar, pediu-me ela. Qual Mr. Parker Pines, afamado investigador de coração, ali estava eu, experiente inspector conal. “Bastava olhar”, disse eu. “Como é que sabes, só de olhar?”, perguntou incrédula. Expliquei as diferenças:
Cona virgem: tom rosado, humedece só com a transmissão das ondas cerebrais da dona de que “é desta”. Os grandes lábios apresentam um aspecto carnudo e os pequenos estão demasiado tímidos para se mostrarem. Normalmente o orifício conal está oval, graças às embalagens de desodorizante que, hoje em dia, têm essa geometria. É como um alvarinho: deve beber-se em novo, bem fresquinho e nunca guardar para mais tarde. De certeza que azeda.
Cona piçada: tom carnudo, o chamado “rosa velho”. É preciso muita paciência e sapiência para que ganhe humidade suficiente. Os grandes lábios apresentam um aspecto mais elástico, os pequenos despontam e envolvem o tarolo, qual boca da Moore, no Strip Tease. O orifício conal está muito mais arredondado, à conta de tanta cabeçada. Como um bom vinho tinto, deve beber-se usando o olfacto, gosto e tacto.
Fui ter com a prima. À laia de inquisição, mandei-a abrir as perninhas e olhei. Não foi preciso mais nada! Aquilo só tinha levado dedo. Tive que lhe dar uma piçada, para a mãe não ficar desiludida. Afinal, o namorado é bom rapaz e trabalhador. É porteiro no Avenida Palace de dia e trabalha como securitas de noite. Não admira que não tenha tido ainda tempo para cantar a canção do malandro à prima, digo eu.
Wednesday, September 17, 2003
PARKER PINES INVESTIGA
Noutro dia fui de visita à parte saloia da família, cambada de energúmenos, palavra que me é querida, como o mais atento leitor já deve ter reparado. Querida também me é (como diria aquele bicho feio e verde, com nome de iogurte, que entra no Star Wars) uma prima que partilha com os pais um casebre lá para os lados de Loures, arredores de Lisboa.
A miúda, com tenros 16 aninhos, já teria começado a descobrir as virtudes do alargamento do orifício conal à conta das cabeçadas de um tarolo inibido do namorado imberbe e acneito. Sei-o, porque a mãe dela me confessou preocupada que surpreendeu a filha de gatas, nua em cima da cama, ainda a pingar meita do grelo. Desconfiou que o cabrão do namorado se tinha precipitado para a casa de banho, ao ouvir passos nas escadas, mas não quis perguntar nada ao seu querido rebento, agora já tão rebentada.
Era de investigar, pediu-me ela. Qual Mr. Parker Pines, afamado investigador de coração, ali estava eu, experiente inspector conal. “Bastava olhar”, disse eu. “Como é que sabes, só de olhar?”, perguntou incrédula. Expliquei as diferenças:
Cona virgem: tom rosado, humedece só com a transmissão das ondas cerebrais da dona de que “é desta”. Os grandes lábios apresentam um aspecto carnudo e os pequenos estão demasiado tímidos para se mostrarem. Normalmente o orifício conal está oval, graças às embalagens de desodorizante que, hoje em dia, têm essa geometria. É como um alvarinho: deve beber-se em novo, bem fresquinho e nunca guardar para mais tarde. De certeza que azeda.
Cona piçada: tom carnudo, o chamado “rosa velho”. É preciso muita paciência e sapiência para que ganhe humidade suficiente. Os grandes lábios apresentam um aspecto mais elástico, os pequenos despontam e envolvem o tarolo, qual boca da Moore, no Strip Tease. O orifício conal está muito mais arredondado, à conta de tanta cabeçada. Como um bom vinho tinto, deve beber-se usando o olfacto, gosto e tacto.
Fui ter com a prima. À laia de inquisição, mandei-a abrir as perninhas e olhei. Não foi preciso mais nada! Aquilo só tinha levado dedo. Tive que lhe dar uma piçada, para a mãe não ficar desiludida. Afinal, o namorado é bom rapaz e trabalhador. É porteiro no Avenida Palace de dia e trabalha como securitas de noite. Não admira que não tenha tido ainda tempo para cantar a canção do malandro à prima, digo eu.

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