Crónicas de zaratrusta, O pinguim perneta e zarolho

Thursday, March 24, 2005

Como descobrir um pedófilo

Há coisas do camandro! Entretinha-me noutro dia a ler o livro desse grande morcão que dá pelo nome de Sousa Tavares, sobre a história de um panilas que foi - voluntariamente, acredite-se! - para São Tomé e em vez de andar a comer o cu às pretas, esteve à espera que chegasse uma sonsa de uma inglesa mal-fodida para comer uma rata esfomeada, quando me ressaltou à mente a seguinte ideia: os pedófilos, ao contrário dos assassinos, só usam dois nomes.

É um pressuposto simples, mas eficaz, para se detectar pedófilos. Dispensa-se as horas exaustivas de investigação, o custo para o estado em manter em prisão preventiva malta que depois é libertada e merdas do género. É simples, repito: quem usa dois nomes só pode ser pedófilo ou rabeta; quem usa três é outra coisa qualquer. Senão, vejamos:
1º. Carlos Cruz – parece que é pedófilo;
2º. Hugo Marçal – parece que é pedófilo;
3º. Carlos Silvino – parece que é pedófilo ;
4º. Manuel Abrantes – parece que é pedófilo;
5º. Paulo Portas – parece que é rabeta;
6º. José Sócrates – parece que é (mas agora já não é, o que pode ser um handicap para esta teoria) rabeta;
7º. Herman José – parece que só gosta de ir ao cu a meninos já com uma certa idade, o que corrobora esta teoria: usa como segundo nome, o que não é o último;
8º. José Castelo Branco – lá está! Três nomes, logo é outra coisa qualquer;
9º. Manuela Moura Guedes – esta, definitivamente é outra coisa qualquer;
10º. José Alberto Carvalho – este não parece saber o que é, logo é outra coisa qualquer;
11º. José Rodrigues dos Santos – basta olhar para o formato da cabeça dele para se perceber que é outra coisa qualquer…

E podia continuar… Mas não continuo que tenho que retomar a leitura do livro do Miguel Sousa Tavares (outro que não deve ser pedófilo) a ver se o saloio do governador acaba por fazer uma ménage à trois com a preta e a branca… Tipo um “quente e frio”, ‘tão a ver? Boa Páscoa, pessoal.

Thursday, March 17, 2005

Aguenta e não Chora

É significativo que ao fim destes meses todos de ausência, ainda receba e-mails de gente a pedir-me para voltar a escrever. No entanto, o desprezo que sinto pelo país nestes dias que correm, a inércia da monogamia temerária, têm-me tirado a tusa para a escrita. Mas foda-se, homem que é homem não vira a cara à luta. Continua a foder à grande e à francesa, ou à canzana…

Seja como for, a pedra que fez agitar o lago e me faz voltar a escrever, é este e-mail que recebi a semana passada:

"-----Mensagem original-----
De: xxxxxxx@mail.pt
Enviada: qua 09-03-2005 4:38
Para: ZeConas
Cc: Assunto: Por favor, volte!

Zé:
É com profunda tristeza que o vi abandonar este espaço depois de ter escrito o “às mulheres deste país, civilizem-se!”. Fiz como disse: peguei numa gillette e livrei-me de todos os pêlos que me cobriam o corpo.

Tenho 38 anos, 2 filhos e um marido que amo muito, mas cuja valentia na cama nunca demonstrou a experiência que o Zé deve ter. Acho-o um amor e um altruísta. Sei que nunca faria amor consigo, pois deve ser um tarado e de certeza que quereria logo fazer sexo anal comigo e, como acho que deve doer muito, não sei se era capaz. E, claro, nunca seria capaz de atraiçoar o meu marido, pelo menos fisicamente porque confesso que já o fiz sozinha mais do que uma vez a ler a “arte do cunnilingus”.
Por favor, Zé, volte. Venha tirar-me de novo desta monotonia que é a minha vida!
Um beijo (onde quiser),
Anabela”

Minha querida: aqui estou eu, pronto a prestar novamente serviço público, sempre que a minha agitada vida (às vezes com a mão direita, outras com a esquerda) o permitir.
E já agora, minha querida, vá à farmácia e compre K-Gel. Chegue a casa, besunte o cuzinho com ele, peça ao seu marido para lhe enterrar o Zé Tolas nos entre-pregas (por oposição a entre-folhos) e vai ver que não custa nada. “Aguenta e não chora”, já dizia o outro.